[UOL] Guilherme San Juan alerta sobre celeridade no processo de análise do recurso do ex-presidente Lula no TRF4

Cerca de cinco meses após a condenação no chamado processo do tríplex, o caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será julgado em 24 de janeiro de 2018 pela 8ª Turma do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), sediado em Porto Alegre. Como a decisão da segunda instância pode determinar se o petista participará das eleições em 2018, há uma discussão entre criminalistas se a data confirmada nesta terça-feira (12) teria o propósito de atender ao calendário eleitoral.

A defesa de Lula, que é pré-candidato à Presidência em 2018, diz que houve uma “tramitação recorde” no caso e sugere que o tribunal não esteja atento à “isonomia de tratamento” de réus. Entre a condenação na primeira instância e o julgamento no TRF-4, serão contados 196 dias corridos. Segundo a “Folha de S. Paulo”, este foi o caso da Lava Jato que mais rápido ‘subiu’ de instância.

Guilherme San Juan, criminalista e advogado de outros réus na Lava Jato, foi o único advogado ouvido pela reportagem a chamar a atenção para “uma celeridade grande” no caso do Lula.

Ele faz considerações ainda que o julgamento do TRF-4 foi marcado justamente no período em que o STF (Supremo Tribunal Federal) estará em férias. Sendo que a Suprema Corte está por votar sobre a prisão em segunda instância. “Não haverá tempo hábil de a decisão do STF poder alterar o posicionamento atual”, pontua.

Clique aqui para ler a matéria completa.